Cu é que nem gosto

10 07 2009

Ficou legal cara!!!

É engraçado. Gosto é uma coisa tão estranha, parece que o que você gosta define sua personalidade, seu jeito e seu pensamento. Puro preconceito! Você pode gostar de qualquer coisa. Britney, Lily Allen, Michael Jackson, Engenheiros do Hawaii, Kenny G, John Williams, Victor e Léo, Trance, House, Hip hop. Nada define seu ser. Você pode usar roupas de marca, ou um pedaço de pano meio desgastado, quase rasgado. Você pode ter um tênis de última geração com amortecedor super-potente para competidores de pula-cordas, ou você pode usar um tênis normal. O fato de você consumir algo não significa que você é aquilo, significa que você tem aquilo. Você pode assistir os programas que dizem ser os melhores, pode ouvir o que dizem ser o melhor som, pode usar as melhores marcas, beber a melhor bebida e ler os melhores livros. Mas, como diz um grande amigo meu, você não é o que você consome, você é o que você é. Tem gente que usa as coisas como forma de fuga, tentando ser alguém que não é. Tentam ser igual a atriz, igual a modelo e é por isso que atores famosos são contratados pra fazer propagandas, porque eles despertam nas pessoas a vontade de comprar, de se parecer um pouco com aquele ser famoso, que não tem problemas, não tem incomodação, não se irrita, vai nas melhores festa, cheia de gente legal, bonita. A única coisa que sei é de mim e que costumo ser meio sarcástico certas vezes. Sei lá o que é bom de verdade, o que é legal de verdade, o que é verdade. Aliás, acho que ninguém sabe nada nesse mundo, então faça o que você acha que é mais agradável e pare de acreditar nas mentiras que lhe contam todo dia, na tela, na rua, na fazenda. Mas também, o gosto é seu, faça com ele o que você quiser.





I Can’t Explain

9 07 2009

love__love__love_______by_emeraldiris

(The Who)

“Can’t explain
I think it’s love
Try to say it to you
When I feel blue
But I can’t explain (Can’t explain)
Yeah, hear what I’m saying, girl (Can’t explain)”





Sonho de uma carta

8 07 2009

(HJ)

Você deve estar até estranhando uma mensagem minha, já faz tanto tempo! Tudo já tão diferente, tão novo e ao mesmo tempo tão igual. O tempo voa, desgraça nossa vida desunida e eu tenho que lhe dizer. Apesar dos caminhos cada vez mais distantes e das idas e vindas do coração quero deixar claro que não te odeio. Tudo não se passou de um mero engano, um blefe inútil no qual me apoiei pra escapar de um sentimento tão intenso que sentia e que por pura covardia tive receio de não ser correspondido. Virei a cara, fiz charme e fingi amores. Dediquei-me a contradições e de amor e ódio, fiz-me. Em vez de chorar sorri. Disfarçando o ciúme que sentia das mãos que lhe tocavam. Bebi como se fosse de alegria quando na verdade queria esquecê-la, apagar da memória seu rosto lindo que insistia em me atormentar nas noites solitárias, ociosas, onde só o que me movia era a vontade de apertar seu corpo contra o meu. Não sei se sou legal o bastante pra você, então preservo o sentimento tão sofrido de precisão indecisa de odiá-la, renegá-la, esquecê-la. Maldição meu amor. Perco você me perdendo em um mar de lágrimas de incoerência do coração. Quem dera você matasse minha fome de amor e acabasse com a falta de realidade dos meus sonhos.





Parei pra pensar…

27 06 2009

To_Think_by_3113_Photography

Mais do que bom, tem de ser agradável, porque não adianta ser bom, ter sucesso, dinheiro, glória e ser desprovido de vontade. Não sei se existe alguém assim, tão bom e tão ruim, que pode ser o melhor sem ser o que realmente sonhou um dia e que vive por viver, ouvindo que está cada vez mais corroído e cada vez mais só. E as vozes da rua ainda me perturbam sem me ouvir. Maldita a hora que parei pra pensar…





Separação

19 06 2009

The_dying_rose____by_DealingHeart

(HJ)

Na hora que a viu se apaixonou

Ela o encantou com a dança

Ele, pra ela, sempre cantou

Ele olhava, tímido

Ela fingia que não via

Desencontravam-se dementes

Se imaginavam em noite fria

Um remoto carinho surgiu

Ele querendo afagá-la

Ela engasgou atrás de um ombro

Ele, sem culpa, nada disse

Ela fazia que não sabia

Enrolaram-se com a paixão

Se enrolavam todo dia

De noite choravam de saudade

Ela esperando uma resposta

Ele, sem coragem, não dormia

Ela cansou e foi embora

Ele sem motivo não vivia

Perderam-se um do outro

Se procuravam onde podia

Esperou e a beira sentou

Ele sentindo o gosto do sal

Ela descobriu o amor que perdia

Ela chorou por outros

Ele pisava em armadilhas

Lembravam-se, distantes

Se imaginavam mais um dia

De longe a viu perdida

Ela não sabia o que fazer

Ele não sabia o que fazia

Ele sorriu e a abraçou

Ela chorou sem saber se sorria

Encontraram-se perdidos

Se perderam para achar a alegria

Colou pra sempre a boca na dela

Ele dizendo eternidade

Ela repetindo felicidade

Ela não acreditou no que viu

Ele, sem querer, deixou a vida

Acabaram-se sós, vazios

Se separaram as bocas

Se separaram

Ela sem chão

Ele dormia





A Verdade é Dúbia

18 03 2009

holy_shit_by_vernz

(HJ)

A verdade é dúbia, e eu sei disso. Eu sei que no fundo você não me disse a verdade por completo. Faltou o último tempero, a última carta, a última bolachinha do pacote. Percebo no ar o seu blefe e seu espirito jogador tentando levar a melhor no jogo da vida e não há problema nenhum nisso. Não confie piamente em ninguém.  Por isso, seja sincero, mas me poupe das inconclusões e das contradições que poluem o todo e me fazem odiar este monte de fezes. Não seja um monte de estrume rodeado por moscas que tentam tirar as últimas gotas do que presta de você, que queimam teu filme e logo voam para outro monte de bosta. Mesmo sendo uma completa merda, fedendo e espantando até o cachorro sarnento da rua de baixo, você pode ajudar alguém a lhe ajudar, a lhe tornar útil. Você pode inchar um broto, brotar uma semente, fazer a sua vida de merda valer a pena de verdade, de verdade mesmo. Então esqueça as verdades que lhe contam. Ninguém sabe nada, tudo é duvidoso e em tudo há de se pensar. Acredite, mas duvide e deixe pensar que você é um monte de cocô igual aos outros, o importante é saber que por dentro você é um adubo de primeira qualidade.





Aval, Carnaval!

26 02 2009

carnaval_by_MC_Photos_project

(HJ)

Não estou aqui pra defender tribos musicais nem nada, quem sou eu! Nem para julgar o que cada um faz ou deixa de fazer. Mas é que no carnaval o nível baixa, sei lá! É impressionante a quantidade de coisa bizarra que surge por aí.

Nestas épocas parece que todo mundo perde os escrúpulos e foda-se tudo, foda-se os problemas, foda-se o que tocar, manda que a gente engole. É pagode, axé, funk, bate-estaca e afins. Não tenho certeza, mas carnaval pra mim é sinônimo de samba. Sei lá, sempre associei. Entretanto, samba eu só vejo na tv, nos desfiles das escolas de samba, que, aliás, repete, repete e repete. Acho que é só nesse caso que o povo aceita que uma música se repita por 30 vezes. Se eu fosse ver um espetáculo não iria querer ouvir a mesma coisa 30 vezes. Só no carnaval que pode, no carnaval pode tudo.

Bem, no mais, não tem mais samba em lugar nenhum. Tá certo que não sei muito bem o que é carnaval. Fico em casa, curtindo a minha cama e a minha televisão, mas pelo que vejo é uma safadeza e tudo acaba em…? Samba? Pizza? Não meu camarada, tudo acaba em peitinho! E em duplo sentido, ou então em coisas sem sentido.

Por exemplo, "Deus criou o homem, homem criou Nero e Nero criou a Dança da Manivela". Que porra é essa? Não faz sentido. Talvez o Asa tenha gravado a dança da Manivela usando o Nero (aquele de gravar CDs mesmo) e ganhe até uma comissão por citá-lo na música. Mas isso não seria nada se mais pra frente não houvesse, "pega no rostinho dela, pega no peitinho dela, pega no umbigo dela, desce devagarinho", isso é uma safadeza rapaz! Sem falar no "tira o pé do chão!" e nas frasezinhas duplo sentindo, "chupa que é de uva", "cadê xoxó? xoxó tá em todo lugar!", além das sem vergonha "crééééu, crééééu".

Antigamente tinha umas coisas que, apesar de safadas, eram mais sutis, tipo: “bota a mão no joelho, dá uma baixadinha, vai mexendo gostoso, balancando a bundinha” ou “pau que nasce torto, nunca se endireita, menina que requebra, a mãe pega na cabeça”, “tudo que é perfeito agente pega pelo braço, joga ela no meio, mete em cima, mete em baixo”. É, analisando melhor, essa merda toda rola faz tempo. Ah, e “eu comprei da marca daco, porque daco é bom”.

Acho que este mundo ta ficando muito moderninho, porque antes se cantava, “o teu cabelo não nega mulata” ou “olha a cabeleira do Zezé, será que ele é?”. Hoje em dia, os Zezés passam o carnaval no shopping ouvindo Fresno e chorando de solidão. Enquanto os “léskes” tomam espumante ou uísque com energético sem camisa na beira da praia e inundam tudo com um mar de sujeira e de falta de bom-senso. Pagam fortunas por um pedaço de pan… digo, por um abadá e pulam bêbados ao som de “eu estava numa vida de horror, com a cabeça baixa sem ninguém me dar valor”. Dirigem em alta velocidade, bêbados. Esquecem dos problemas e do PMDB. “Comem o que der pra comer. Dormem onde der pra dormir.”. Depois vendem a mãe pra pagar a bebedeira e contam suas historinhas super empolgantes ao invés de contar o prejuízo.

Mas pensando bem, você vai contar o que pro seu neto? Que não teve prejuízo? Muito melhor é contar que caiu em coma alcoólico na beira da praia, vomitou no colo da gatinha, pegou AIDS, deu umas porradas (e levou também) e depois bateu o carro no poste da esquina. E para isso, nada melhor como trilha sonora um bom e belo, “paz, carnaval, futebol, não mata, não engorda e não faz mal.”, isso se agora você não estiver preso, ou no hospital, ou com um fruto de carnavais passados pedindo um vídeo-game de dois mil reais se passar de ano. Como diria o saudoso Capitão Planeta, “O poder é de vocês!”.





Casca Grossa

21 02 2009

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(HJ)

Quanto mais o tempo passa, mais eu me sinto atrofiado. Vou me sentindo cada vez mais enclausurado dentro dos meus pensamentos. Cada vez mais, sinto que vou sendo cincundado por uma casca grossa, uma crosta. Não sei explicar, mas observo cada gesto, cada palavra, cada olhar, e o que antes poderia não significar nada, hoje é o que realmente importa. Tiro conclusões das atitudes humanas e vou observando quanta gente ruim existe neste mundo. Parece que quanto mais o tempo passa, mais eu vou odiando as pessoas. Não consigo mais conviver normalmente, porque a cada gesto eu tiro uma conclusão, e são as mais horripilantes possíveis. Tento ser compreensivo, e sou muitas vezes, mas o fato é que este mundo é um emaranhado de pecados que o próprio homem julgou como sendo pecados e que continua a julgar e a ser ignorante, contradizendo seus próprios valores. Valores estes que cismam em dizer que são divinos, mas que na verdade são humanos. Deparei-me dia desses com uma auto-pergunta: “Quais são meus valores de vida?”. Seria simples eu render-me à uma seita, uma crença, uma religião e dizer que meus valores são os mesmos que estão escritos no livro sagrado ou nas tábuas do fulano de tal. O fato é que eu quero descobrir meus próprios valores e agir da maneira com a qual eu acredito ser certa. Aí sim eu teria orgulho, vontade, motivação em seguir a doutrina. Ainda assim, teria flexibilidade para mudar um pensamento, corrigir meus erros, adequar meus julgamentos. Talvez seja pelas leis que as pessoas sejam tão más. Ninguém pensa nos seus valores, tratam tudo com muita efemeridade e esquecem que neste mundo existem muito mais gente do que elas possas imaginar. Esquecem do efeito dominó que uma decisão mal tomada pode causar. Eu me sinto intimidado pelo mundo, tenho receio principalmente de falar alguma coisa, emitir alguma opinião. As palavras, na maioria da vezes, são incompletas. Passam uma imagem errada daquilo que realmente são. A cada dia me sinto mais fechado, por olhar o mundo e perceber que um simples piscar de olhos pode causar uma catástrofe emocional, prefiro preservar-me. Sigo ao lado de quem confio, observando as pessoas de longe, para aprender o que é certo e o que é errado e quem sabe um dia descobrir os verdadeiros valores da vida.





Pérfido

10 02 2009

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(HJ)

Minha intenção é ter você,
mas não sou intenso.
Permaneço imóvel, tímido.
Diante de ti sou trôpego, estremeço,
fico pálido, receio a sua negaça.
Ao mesmo tempo, odeio meu vil sentimento
e escorre escarlate a raiva do meu silêncio.
Mantenho segredosa minha obsessão
e ainda continuamos apartados.
Sigo neste ermo e sem capricho.
Dúbio, perco-me na avidez
que se faz contraditória quando,
pérfido, esqueço de tornar notório
o que lhe jurei de coração.
Maldita a procrastinação de tê-la,
mas que me desperta os sonhos.
A quimera de sonhar ao seu lado.
Improfícua intenção nula de ação
e que faz de mim um mísero amante invisível,
cada vez menos são, condenado
à lividez eterna, à triste utopia de ser casal.





Tão longe, tão perto

27 01 2009

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(HJ)

Que a distância se acabe logo

Num piscar de olhos demorado

Que os nossos pensamentos combinem

E num súbito momento estejamos juntos

Abraçados para sempre num segundo

Me converte em alguém melhor

Me ensina a viver e a enxergar

Dá-me um tapa nas costas

Diz: vai! segue teu rumo!

E sigo lhe ouvindo para sempre

Te admiro, te venero e te ouço

E apesar da distância e da dor que crias

Criador, te ouço e te entendo

Porque criaste um amador

E amo tudo que é do bem

Não há distância que ofusque

Teu cuidado e o calor da tua mão

Que me ensina o que é do bem

E sinto falta, porque te lembro

Porque já nasci lhe amando

Porque estás dentro de mim