de repente tu apareces pra me sacanear……….. me dá um sorriso maroto, ri da minha cara apaixonada totalmente abismada………… e tu aparece sozinha, mas acompanhada………talvez pra me deixar doente, me trucidar de raiva……… e você tá feliz, e tá triste……… incompreensão……….. tu sumiste, não tavas brincando quando mandaste eu te esquecer………. tu passa, não olha na minha cara……….. você me dá só um oizinho mixuruca…….. fica sentada o tempo todo, não puxa assunto, não desenvolve a relação……… tu me odeia, nem se querer quer saber de mim………. e todo dia eu te venero, fico te vigiando, e você, e você………. não sei mais se você sabe de mim……… nem você……….. nem tu………… caramba, perdi toda a sintônia……… todo o perfume…………. toda a minha alegria de sonhar contigo………… e agora que não tenho mais a ousadia de sonhar contigo, não durmo mais…………… fico aqui, bêbado……. trôpego………. sem saber o que é o amor………….
eu tinha tudo e não sabia……….
12 12 2009Comentários : Deixar um comentário »
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Mar!
6 10 2009Blog pra mim sempre foi um grito de desespero! Quando se tem muito o que falar e não existe pra quem falar, é pra cá que eu corro, desabafo, um desabafo sem sentido, cheio de subliminares, com medo que me descubram, com vontade que me descubram. Como se alguém tivesse me ouvindo!
Mas não é legal falar pra alguém que só te ouve, por isso não quero mais saber de blog. Quero saber de amigos de verdade, de bar, churrasco, amizades que te ouvem e te dizem “larga essa vida de platão”!
Caí na real! Por isso declaro encerradas (por tempo indeterminado) as atividades desse mundo desesperado, louco e solitário, cheio de dor, de remorso, falta de carinho, de cor, de sabor, frio, salgado como lágrimas, como o mar, infinito e único. O mar, só lhe ouvem, curtem seu frescor, mas logo lhe deixam só e nunca lhe perguntaram “algum problema, mar?”. Nunca lhe deram a chance de dizer: Tô meio “mar”!
Fui! Cansei de ser “mar”!
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Noção
16 07 2009
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(HJ)
A gente já nasce sonhando, ou melhor, antes de nascer já sonhamos. Nem sabemos o que virá, qual será a nossa vida, mas já temos sonhos, antes mesmo de conhecer qualquer coisa. É aí que nascemos e somos apresentados ao mundo real. Os sonhos tornam-se constantes, queremos tudo. Achamos que tudo está a nosso alcance, não temos escrúpulos nem bom senso. Brigamos feito doidos por qualquer coisa, mesmo que impossível, mesmo que inconcebível. A ingenuidade nos dá motivação de vida, tudo é tão realizável, se não hoje, algum dia. Temos a certeza de uma vida próspera pela frente, somos movidos pela esperança de que tudo um dia se resolverá. Não há nada que impeça-nos de seguir em frente. A esperança está acesa dentro de nós e encaramos tudo sem desilusão. Mal percebemos que tudo não passa de sonhos. Tudo é imaginário, a sensação de controle, a noção de perigo, a motivação. E começamos a perder o controle, entramos num ambiente de perigo constante, começamos a perder a motivação. O tempo passa. A vida prega peças, nos tira as esperanças. Os problemas começam a se tornar perpétuos e, se não bastasse, surgem novos entraves, cada vez piores, cada vez mais cruéis. O amor a vida torna-se remoto. O desgosto toma conta de nossos dias e parar para pensar torna-se um risco a própria pele. Passamos a viver por obrigação ou por covardia. Por puro azar, nascemos para viver e não importa o tamanho do desgosto, temos medo da morte. Viramos seres sintéticos, comemos comidas sintéticas, tomamos remédios sintéticos, nos prendemos a instrumentos sintéticos com os quais nunca haviamos sonhado. Nosso corpo que nunca foi o que sonhamos não aguenta e já não é só nossa mente que está comprometida. Nos proibem alimentos, nos receitam desânimo e a única coisa que nos resta são algumas pessoas em quem confiar. Vivemos por elas. E então, elas começam a tornar-se cada vez mais escaças. O desgosto em existir nos torna chatos, talvez incompreensíveis, ou até mesmo malucos. Algumas pessoas se afastam, outras se vão e nós permanecemos imóveis. Cada vez mais só e com menos motivação, já não mais vivemos para si. E depois de tanto tempo, olhamos para trás e vimos a quantidade de coisas que perdemos, o número de coisas que não aconteceram. A sanidade se desfaz. Não há mais romances, não há mais amigos. A família reduzida e a nossa obrigação de vida quase que se desfaz. Coisas materias tentam roubar um lugar no nosso coração. Enlouquecemos por coisas mortas e já não mais vivemos. Deixamos de sonhar e imaginamos o passado diferente. Sem mais noção do tempo, vegetamos até a hora do auto-apocalípse, infartados de desgosto, menos orgânicos, menos humanos, fechamos os olhos e perecemos decepcionados. A energia acaba e o coração já não bate mais.
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Cu é que nem gosto
10 07 2009
Ficou legal cara!!!
É engraçado. Gosto é uma coisa tão estranha, parece que o que você gosta define sua personalidade, seu jeito e seu pensamento. Puro preconceito! Você pode gostar de qualquer coisa. Britney, Lily Allen, Michael Jackson, Engenheiros do Hawaii, Kenny G, John Williams, Victor e Léo, Trance, House, Hip hop. Nada define seu ser. Você pode usar roupas de marca, ou um pedaço de pano meio desgastado, quase rasgado. Você pode ter um tênis de última geração com amortecedor super-potente para competidores de pula-cordas, ou você pode usar um tênis normal. O fato de você consumir algo não significa que você é aquilo, significa que você tem aquilo. Você pode assistir os programas que dizem ser os melhores, pode ouvir o que dizem ser o melhor som, pode usar as melhores marcas, beber a melhor bebida e ler os melhores livros. Mas, como diz um grande amigo meu, você não é o que você consome, você é o que você é. Tem gente que usa as coisas como forma de fuga, tentando ser alguém que não é. Tentam ser igual a atriz, igual a modelo e é por isso que atores famosos são contratados pra fazer propagandas, porque eles despertam nas pessoas a vontade de comprar, de se parecer um pouco com aquele ser famoso, que não tem problemas, não tem incomodação, não se irrita, vai nas melhores festa, cheia de gente legal, bonita. A única coisa que sei é de mim e que costumo ser meio sarcástico certas vezes. Sei lá o que é bom de verdade, o que é legal de verdade, o que é verdade. Aliás, acho que ninguém sabe nada nesse mundo, então faça o que você acha que é mais agradável e pare de acreditar nas mentiras que lhe contam todo dia, na tela, na rua, na fazenda. Mas também, o gosto é seu, faça com ele o que você quiser.
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I Can’t Explain
9 07 2009(The Who)
“Can’t explain
I think it’s love
Try to say it to you
When I feel blue
But I can’t explain (Can’t explain)
Yeah, hear what I’m saying, girl (Can’t explain)”
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Sonho de uma carta
8 07 2009
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(HJ)
Você deve estar até estranhando uma mensagem minha, já faz tanto tempo! Tudo já tão diferente, tão novo e ao mesmo tempo tão igual. O tempo voa, desgraça nossa vida desunida e eu tenho que lhe dizer. Apesar dos caminhos cada vez mais distantes e das idas e vindas do coração quero deixar claro que não te odeio. Tudo não se passou de um mero engano, um blefe inútil no qual me apoiei pra escapar de um sentimento tão intenso que sentia e que por pura covardia tive receio de não ser correspondido. Virei a cara, fiz charme e fingi amores. Dediquei-me a contradições e de amor e ódio, fiz-me. Em vez de chorar sorri. Disfarçando o ciúme que sentia das mãos que lhe tocavam. Bebi como se fosse de alegria quando na verdade queria esquecê-la, apagar da memória seu rosto lindo que insistia em me atormentar nas noites solitárias, ociosas, onde só o que me movia era a vontade de apertar seu corpo contra o meu. Não sei se sou legal o bastante pra você, então preservo o sentimento tão sofrido de precisão indecisa de odiá-la, renegá-la, esquecê-la. Maldição meu amor. Perco você me perdendo em um mar de lágrimas de incoerência do coração. Quem dera você matasse minha fome de amor e acabasse com a falta de realidade dos meus sonhos.
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Parei pra pensar…
27 06 2009Mais do que bom, tem de ser agradável, porque não adianta ser bom, ter sucesso, dinheiro, glória e ser desprovido de vontade. Não sei se existe alguém assim, tão bom e tão ruim, que pode ser o melhor sem ser o que realmente sonhou um dia e que vive por viver, ouvindo que está cada vez mais corroído e cada vez mais só. E as vozes da rua ainda me perturbam sem me ouvir. Maldita a hora que parei pra pensar…
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Separação
19 06 2009(HJ)
Na hora que a viu se apaixonou
Ela o encantou com a dança
Ele, pra ela, sempre cantou
Ele olhava, tímido
Ela fingia que não via
Desencontravam-se dementes
Se imaginavam em noite fria
Um remoto carinho surgiu
Ele querendo afagá-la
Ela engasgou atrás de um ombro
Ele, sem culpa, nada disse
Ela fazia que não sabia
Enrolaram-se com a paixão
Se enrolavam todo dia
De noite choravam de saudade
Ela esperando uma resposta
Ele, sem coragem, não dormia
Ela cansou e foi embora
Ele sem motivo não vivia
Perderam-se um do outro
Se procuravam onde podia
Esperou e a beira sentou
Ele sentindo o gosto do sal
Ela descobriu o amor que perdia
Ela chorou por outros
Ele pisava em armadilhas
Lembravam-se, distantes
Se imaginavam mais um dia
De longe a viu perdida
Ela não sabia o que fazer
Ele não sabia o que fazia
Ele sorriu e a abraçou
Ela chorou sem saber se sorria
Encontraram-se perdidos
Se perderam para achar a alegria
Colou pra sempre a boca na dela
Ele dizendo eternidade
Ela repetindo felicidade
Ela não acreditou no que viu
Ele, sem querer, deixou a vida
Acabaram-se sós, vazios
Se separaram as bocas
Se separaram
Ela sem chão
Ele dormia
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A Verdade é Dúbia
18 03 2009(HJ)
A verdade é dúbia, e eu sei disso. Eu sei que no fundo você não me disse a verdade por completo. Faltou o último tempero, a última carta, a última bolachinha do pacote. Percebo no ar o seu blefe e seu espirito jogador tentando levar a melhor no jogo da vida e não há problema nenhum nisso. Não confie piamente em ninguém. Por isso, seja sincero, mas me poupe das inconclusões e das contradições que poluem o todo e me fazem odiar este monte de fezes. Não seja um monte de estrume rodeado por moscas que tentam tirar as últimas gotas do que presta de você, que queimam teu filme e logo voam para outro monte de bosta. Mesmo sendo uma completa merda, fedendo e espantando até o cachorro sarnento da rua de baixo, você pode ajudar alguém a lhe ajudar, a lhe tornar útil. Você pode inchar um broto, brotar uma semente, fazer a sua vida de merda valer a pena de verdade, de verdade mesmo. Então esqueça as verdades que lhe contam. Ninguém sabe nada, tudo é duvidoso e em tudo há de se pensar. Acredite, mas duvide e deixe pensar que você é um monte de cocô igual aos outros, o importante é saber que por dentro você é um adubo de primeira qualidade.
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Aval, Carnaval!
26 02 2009(HJ)
Não estou aqui pra defender tribos musicais nem nada, quem sou eu! Nem para julgar o que cada um faz ou deixa de fazer. Mas é que no carnaval o nível baixa, sei lá! É impressionante a quantidade de coisa bizarra que surge por aí.
Nestas épocas parece que todo mundo perde os escrúpulos e foda-se tudo, foda-se os problemas, foda-se o que tocar, manda que a gente engole. É pagode, axé, funk, bate-estaca e afins. Não tenho certeza, mas carnaval pra mim é sinônimo de samba. Sei lá, sempre associei. Entretanto, samba eu só vejo na tv, nos desfiles das escolas de samba, que, aliás, repete, repete e repete. Acho que é só nesse caso que o povo aceita que uma música se repita por 30 vezes. Se eu fosse ver um espetáculo não iria querer ouvir a mesma coisa 30 vezes. Só no carnaval que pode, no carnaval pode tudo.
Bem, no mais, não tem mais samba em lugar nenhum. Tá certo que não sei muito bem o que é carnaval. Fico em casa, curtindo a minha cama e a minha televisão, mas pelo que vejo é uma safadeza e tudo acaba em…? Samba? Pizza? Não meu camarada, tudo acaba em peitinho! E em duplo sentido, ou então em coisas sem sentido.
Por exemplo, "Deus criou o homem, homem criou Nero e Nero criou a Dança da Manivela". Que porra é essa? Não faz sentido. Talvez o Asa tenha gravado a dança da Manivela usando o Nero (aquele de gravar CDs mesmo) e ganhe até uma comissão por citá-lo na música. Mas isso não seria nada se mais pra frente não houvesse, "pega no rostinho dela, pega no peitinho dela, pega no umbigo dela, desce devagarinho", isso é uma safadeza rapaz! Sem falar no "tira o pé do chão!" e nas frasezinhas duplo sentindo, "chupa que é de uva", "cadê xoxó? xoxó tá em todo lugar!", além das sem vergonha "crééééu, crééééu".
Antigamente tinha umas coisas que, apesar de safadas, eram mais sutis, tipo: “bota a mão no joelho, dá uma baixadinha, vai mexendo gostoso, balancando a bundinha” ou “pau que nasce torto, nunca se endireita, menina que requebra, a mãe pega na cabeça”, “tudo que é perfeito agente pega pelo braço, joga ela no meio, mete em cima, mete em baixo”. É, analisando melhor, essa merda toda rola faz tempo. Ah, e “eu comprei da marca daco, porque daco é bom”.
Acho que este mundo ta ficando muito moderninho, porque antes se cantava, “o teu cabelo não nega mulata” ou “olha a cabeleira do Zezé, será que ele é?”. Hoje em dia, os Zezés passam o carnaval no shopping ouvindo Fresno e chorando de solidão. Enquanto os “léskes” tomam espumante ou uísque com energético sem camisa na beira da praia e inundam tudo com um mar de sujeira e de falta de bom-senso. Pagam fortunas por um pedaço de pan… digo, por um abadá e pulam bêbados ao som de “eu estava numa vida de horror, com a cabeça baixa sem ninguém me dar valor”. Dirigem em alta velocidade, bêbados. Esquecem dos problemas e do PMDB. “Comem o que der pra comer. Dormem onde der pra dormir.”. Depois vendem a mãe pra pagar a bebedeira e contam suas historinhas super empolgantes ao invés de contar o prejuízo.
Mas pensando bem, você vai contar o que pro seu neto? Que não teve prejuízo? Muito melhor é contar que caiu em coma alcoólico na beira da praia, vomitou no colo da gatinha, pegou AIDS, deu umas porradas (e levou também) e depois bateu o carro no poste da esquina. E para isso, nada melhor como trilha sonora um bom e belo, “paz, carnaval, futebol, não mata, não engorda e não faz mal.”, isso se agora você não estiver preso, ou no hospital, ou com um fruto de carnavais passados pedindo um vídeo-game de dois mil reais se passar de ano. Como diria o saudoso Capitão Planeta, “O poder é de vocês!”.
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