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(HJ)
Você deve estar até estranhando uma mensagem minha, já faz tanto tempo! Tudo já tão diferente, tão novo e ao mesmo tempo tão igual. O tempo voa, desgraça nossa vida desunida e eu tenho que lhe dizer. Apesar dos caminhos cada vez mais distantes e das idas e vindas do coração quero deixar claro que não te odeio. Tudo não se passou de um mero engano, um blefe inútil no qual me apoiei pra escapar de um sentimento tão intenso que sentia e que por pura covardia tive receio de não ser correspondido. Virei a cara, fiz charme e fingi amores. Dediquei-me a contradições e de amor e ódio, fiz-me. Em vez de chorar sorri. Disfarçando o ciúme que sentia das mãos que lhe tocavam. Bebi como se fosse de alegria quando na verdade queria esquecê-la, apagar da memória seu rosto lindo que insistia em me atormentar nas noites solitárias, ociosas, onde só o que me movia era a vontade de apertar seu corpo contra o meu. Não sei se sou legal o bastante pra você, então preservo o sentimento tão sofrido de precisão indecisa de odiá-la, renegá-la, esquecê-la. Maldição meu amor. Perco você me perdendo em um mar de lágrimas de incoerência do coração. Quem dera você matasse minha fome de amor e acabasse com a falta de realidade dos meus sonhos.
Sonho de uma carta
8 07 2009Comentários : Deixar um comentário »
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